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Pessoas com SD devem ser vacinadas em maio, prevê Ministério da Saúde

Auditora Fiscal Aposentada Maria de Lourdes Jakobowicz tem lutado pela inclusão das pessoas com Down nos grupos prioritários de vacinação
 
Com o avanço — ainda que devagar — na vacinação contra o coronavírus, uma vez que os idosos ainda estão sendo vacinados, outros grupos prioritários sonham com a data em que poderão receber a imunização. Com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e com um Governo Federal pouco eficiente, pessoas que possuem comorbidades ou síndromes genéticas aguardam o tão esperado dia para se vacinarem. Um desses grupos é o de pessoas com Síndrome de Down (SD).
 
A DS Curitiba já mostrou a luta de pais, entidades e grupos para que a SD seja incluída o quanto antes na ordem de vacinação. Isso porque elas tendem a ter a imunidade mais baixa que as demais pessoas e ficam doentes com mais frequência. No caso da Covid-19 não é diferente. Estudos feitos pela Universidade de Oxford — a mesma que desenvolveu uma das vacinas usadas no Brasil — indicaram que pessoas com Down possuem risco de morte de até 10 vezes mais em comparação com o restante da população que não apresenta comorbidades.
 
Em Curitiba e também a nível Brasil, uma das pessoas que tem encampado a luta pela priorização desse grupo é a Auditora Fiscal Aposentada Maria de Lourdes Jakobowicz, de 81 anos, que teve dois filhos com a deficiência (Karina — já falecida — e Marcelo, de 39 anos). Ela já se reuniu com o Ministério da Saúde e parlamentares para saber quando seu filho e as milhares de pessoas com Down poderão ser vacinadas.
 
A luta deu resultado. Na última semana, o Ministério da Saúde informou a lista de grupos que estarão na próxima fase de vacinação, entre eles o de pessoas com SD. Segundo o Governo, existem cerca de 17,8 milhões de brasileiros com doenças pré-existentes ou que possuem síndromes genéticas (a SD não é uma doença). A previsão é que a imunização para este grupo comece em maio. Entretanto, a falta de planejamento e os constantes atrasos na entrega das doses têm gerado desconfiança por parte da população.
 
Segundo a Prefeitura de Curitiba, as pessoas com SD estarão no primeiro grupo da próxima fase, independentemente da idade. Também serão vacinados neste momento os doentes renais crônicos (diálise), gestantes e puérperas com comorbidade, pessoas com comorbidades com idade de 55 a 59 anos e pessoas com deficiência permanente cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC), também com a idade entre 55 e 59 anos.
 
Vacinação para Auditores da RFB
 
O Sindifisco Nacional tem trabalhado para que os Auditores Fiscais que estejam trabalhando presencialmente nas aduanas, aeroportos e portos sejam incluídos na lista de profissionais a receberem o imunizante contra o coronavírus nas próximas fases. A solicitação se estende aos Auditores que atuam na repressão aos ilícitos de contrabando, descaminho, tráfico de drogas e armas. O pedido tem como base a vacinação de agentes de segurança que também atuam nestas áreas, já iniciada em diversos municípios.
 
A DS Curitiba defende a vacinação como um direito de toda a população e um dever do Governo Federal em ofertá-la para todos. Caso o Executivo tivesse real interesse na imunização, teria comprado as 70 milhões de doses oferecidas por uma das fabricantes em agosto de 2020. Ou então não teria criado empecilhos para a compra da vacina do Instituto Butantan, que corresponde hoje pela maioria das doses aplicadas nos brasileiros.
 
Esperamos que desta vez, após tantas revisões sobre a entrega de vacinas, os grupos prioritários possam ser, de fato, vacinados. Toda a população brasileira tem que receber a vacina, mas enquanto as doses ainda são escassas, os grupos mais vulneráveis devem ser imunizados o mais breve possível.
 
Com informações do Bem Paraná
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