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Com a contribuição dos ricos é mais fácil sairmos da crise

Documento “Tributar os Super-ricos para Reconstruir o País” propõe o aumento de imposto para 0,3% da população e beneficia os mais pobres
 
A pandemia do coronavírus aprofundou um triste cenário que já era realidade para milhões de brasileiros: a extrema pobreza. Enquanto cerca de 1,2 milhão perderam seus empregos em meio à crise sanitária, buscando o auxílio do Governo Federal, 42 bilionários brasileiros ficaram mais ricos, aumentando sua fortuna em 34 bilhões de dólares, o equivalente a 177 bilhões de reais. Com o país estagnado economicamente, é necessário buscar caminhos para reduzir a desigualdade em nosso país.
 
E se surgisse uma proposta em que fosse possível passarmos por esse momento garantindo recursos para os mais pobres, reduzindo seus impostos e aumentando a arrecadação, os políticos não deveriam se interessar para discutir o assunto? E se as medidas afetassem apenas 0,3% os brasileiros que possuem grandes patrimônios na casa dos milhões, você cidadão defenderia a medida? É possível promovermos mudanças importantes no Brasil sem tirar dinheiro dos mais pobres, como tem sido feito ao longo da nossa história e, inclusive, desrespeitando a Constituição Federal de 1988.
 
É o que tem feito diversas entidades ao longo desse período, sugerindo ao Congresso Nacional medidas para aumentar a arrecadação do país, garantir investimentos em áreas importantes, como saúde e educação, e reduzir impostos para os mais pobres e também de pequenas empresas. A ideia não é levar os ricos à falência, mas sim diminuir a concentração de riqueza, que torna o Brasil o 7º na lista dos 20 países mais desiguais do planeta. Somente uma simplificação dos impostos, como querem os parlamentares e o Governo não é suficiente para reverter a crise econômica. 
 
O documento “Tributar os Super-ricos para Reconstruir o País” mostra que é possível cobrar menos impostos, tanto daqueles em situação de extrema pobreza, que ganham cerca de R$ 145,00 por mês, quanto daqueles que ganham cerca de R$ 2.800,00. Além de rever a tabela do imposto de renda, as entidades propõem que esses mesmos ricos, que aumentaram suas fortunas enquanto o trabalhador perdeu a sua renda, contribuam mais para ajudar o país a sair da crise.
 
A campanha tem a participação da DS Curitiba, das Delegacias Sindicais do Sindifisco Nacional em Brasília, Belo Horizonte, Ceará, Florianópolis, Paraíba, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte e Salvador, do coletivo Auditores Fiscais pela Democracia (AFD), da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da RFB (Anfip), pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e pelo Instituto de Justiça Fiscal (IJF).
 
 
 
 
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