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Renda do 1% mais rico foi 36 vezes maior que a dos 50% mais pobres em 2017

A concentração de renda no Brasil continuou elevada em 2017 mesmo com a economia voltado a crescer. Até o fim do ano passado, o grupo dos 1% mais ricos da população brasileira tinha 1 rendimento médio de R$ 27.213 mensais, 36,1 vezes acima da que recebia a metade mais pobre da população no mesmo período (R$ 754).

Os dados (íntegra) fazem parte da pesquisa “Rendimento de todas as fontes 2017”, divulgada nesta 4ª feira (11.abr.2018) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística), com base em dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).

 

Segundo o IBGE, a região Nordeste teve, mais uma vez, o pior indicador de desigualdade da renda: 44,9 vezes. Em 2016, o indicador era de 39,9 vezes. No Centro-Oeste, a razão passou de 28 vezes para 33,1 vezes em 2017.

O IBGE informou também que os 10% da população com maiores rendimentos detinham 43,3% da massa de rendimentos do país, enquanto a parcela dos 10% com os menores rendimentos detinha apenas 0,7% desta massa.

PESSOAS COM RENDIMENTO

No fim de 2017, o país tinha 207,1 milhões de habitantes. Desse total, 124,6 milhões (60,2%) possuíam algum tipo de rendimento. A região Sul (66,0%) teve o maior percentual de pessoas com algum rendimento, e a Norte (52,6%) e a Nordeste (56,5%), os menores.

ESTUDO E RENDA

Segundo o IBGE, a renda de quem concluiu o ensino superior é pouco menos que o triplo (2,96 vezes) daqueles que têm apenas o ensino médio.

Profissionais com faculdade tiveram 1 rendimento médio mensal de R$ 5.110, enquanto os que completaram apenas o ensino médio ganharam R$ 1.727. Já a diferença entre os trabalhadores com ensino superior e os sem instrução –cuja renda média é de R$ 842–, a diferença chega a ser de 6 vezes.

BOLSA FAMÍLIA COMO RENDIMENTO

De acordo com o estudo, em 2017, 13,7% dos domicílios brasileiros recebiam dinheiro do programa Bolsa Família, 1 percentual menor que o de 2016 (14,3%). Norte (25,8%) e Nordeste (28,4%) foram as regiões que apresentaram os maiores percentuais.O rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família foi de R$ 324 e naqueles que não tinham foi de R$ 1.489.

Fonte: Poder 360

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